terça-feira, 15 de novembro de 2016

Jeff Buckley - Hallelujah, cover de Leonard Cohen

No final da semana passada, deixou-nos mais um grande - Leonard Cohen, num ano de 2016 demasiado horrível nesse aspecto.
Se Cohen nos deixa com um legado musical enorme, houve um músico que nos deixou demasiado jovem e que lhe roubou uma das suas grandes musicas. 
Lamento Leonard, mas esta será sempre do Jeff. 
Espero que o perdoes aí em cima, paga-lhe um copo.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Iggy Pop - China Girl (Live 2016)

Ainda são os veteranos que nos vão dando as maiores provas de vitalidade e qualidade (ou então, é a minha idade que já não me permite gostar da maioria das musicas inócuas que passam nas rádios deste mundo).
Iggy Pop ao vivo com "China Girl", música composta a meias com David Bowie durante a sua (de ambos) fase mais profícua, passada em Berlin.
A Iguana continua em bom estado de conservação (aparentemente).
Mr Josh Homme na guitarra.


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

S U R V I V E - Da banda sonora de Stranger Things para novo disco



And now for something completely different - Sinthwave feita em 2016 mas vinda directamente dos anos 80. 
Maravilha analógica num mundo digital.
Para fãs da série Strange Things do Netflix. Estes senhores fizeram a banda sonora e agora editam album novo, de título "RR7349".




quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Os R.E.M. reeditam o album que lhes deu fama



Os R.E.M. vão reeditar este ano o seu álbum de maior sucesso, "Out Of Time", 25 anos depois da primeira edição.
Foi o disco que lhes deu fama global, após uma carreira longa como um segredo bem escondido.
O disco está cheio de pérolas pop e rock e na altura passou até à exaustão das televisões e radios, talvez seja agora chegada a hora de o voltar a ouvir com prazer. 

Sabe bem voltar a ouvir pérolas como esta.



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Glass Animals - Life Itself


Banks & Steelz "Giant"


Banks & Steelz é uma colaboração entre Paul Banks, vocalista dos Interpol, e RAZ dos Wu Tang Clan, uma muito interessante mescla de rock e hip-hop.

O album chama-se "Anything But Words" e subscrevo na íntegra a crítica da revista Q, "you didn't know you needed this album until you got it". 



terça-feira, 13 de setembro de 2016

U2 - Bad


Em 1985, a participação no Live Aid elevou os U2 ao estatuto de super-estrelas que ainda hoje ostentam.
Já tinham, então, alguns discos de muito sucesso mas foi este fantástica performance que lhes elevou definitivamente o estatuto, consolidado nos anos seguintes com o magnífico "The Joshua Tree", uma digressão mundial gigantesca e o filme e disco "The Rattle & Hum".
E tudo isto com o Bono Vox mantendo um penteado que hoje em dia é indescritível mas que na altura estava na moda.....
"Bad" é uma música do álbum "The Unforgettable Fire", ainda hoje para mim o melhor deles, a par do "The Joshua Tree", e que ganha uma nova dimensão ao vivo:



segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Angel Olsen - Sister


A voz bonita de Angel Olsen tem novo disco editado em Setembro, "My Woman".
Nota-se uma grande evolução na voz e nos arranjos, o que é dizer muito após o excelente disco editado em 2014, "Burn Your Fire for no Witness".
Fica aqui "Sister", um longo tema de quase oito minutos onde os Fleetwood Mac se entrelaçam com os Cowboy Junkeys.
A ouvir com atenção, este tema e o disco todo:



David Bowie w/ John Frusciante "Bring Me The Disco King"

É sempre especial relembrar David Bowie, aqui numa remistura com a participação de John Frusciante.
Remix assinada por Danny Lohner, ex-Nine Inch Nails






sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Nick Cave & The Bad Seeds - I Need You

O Nick Cave tem um novo disco, The Skeleton Tree, uma ode ao seu filho de 15 anos desaparecido no ano passado.
Uma catarse através da arte, disco com momentos lindos e tocantes, comoventes, como este "I Need You".



quarta-feira, 7 de setembro de 2016

terça-feira, 6 de setembro de 2016

De La Soul - Here In After

Não ouvia De La Soul desde o seu disco de estreia há muuuuito tempo atrás, "3 Feet High and Rising", e eis que me surpreendem. Novo álbum publicado por estes dias, muitos convidados de luxo e um extremo bom gosto que se continua a sentir nas suas músicas.
Esta tem o Damon Albarn dos Blur como convidado e é um bálsamo:




Red Hot Chili Peppers - Dark Necessities


Os Red Hot Chili Peppers editaram este ano um novo álbum, "The Getaway", para o qual o primeiro avanço foi este "Dark Necessities".
Com um Baixo e balanço inconfundíveis, os Peppers continuam a dar cartas.





Os dias do Vinil

Vivemos numa época em que o acesso à música é instantâneo. Seja através do YouTube ou do Spotify, a comprar no iTunes ou a descarregar à borlix, toda a música que queremos está à distância de um clique.
Este facto mudou a forma como ouvimos música, que é hoje em dia mais um produto de fast food do que gourmet.
Adoro ter uma Usb minuscula no meu carro onde cabe para cima de um milhar de músicas e adoro ter uma base de dados ainda maior no meu pc, mas nada suplanta a alegria que havia em comprar um disco de vinil.



Era uma experiência entusiasmante que começava com a ida à loja e o frenesim de descobrir se o disco já tinha saído e se ainda não teria esgotado, o que por vezes obrigava a diversas idas à mesma ou a várias lojas até se conseguir por fim encontrar o objecto do desejo.
E comprar o disco, levá-lo para casa, abrir a capa e ver se tinhamos lá as letras das músicas, tirar o disco da película de celofane, sentir o cheirinho do vinil, pô-lo no prato do gira-discos, baixar a agulha e iniciar a descoberta.
Havia na altura o culto dos álbuns, que se perdeu um pouco hoje em dia, porque se pode ouvir uma ou duas das musicas mais conhecidas e descartar o resto. Ainda acho que ouvir todo o álbum é uma forma de respeitar o artista, respeitar a arte que ele ou ela quis colocar no mundo. E ainda há artistas que fazem musica como uma forma de arte, de expressão, e não para ficarem ricos no mais curto espaço de tempo. Ainda os há, é só procurar.
Outra coisa que se perdeu foi o ouvir todo o álbum como um conceito, com um lado A e um lado B, muitas das vezes um dos lados mais comercial e o outro mais conceptual.
E o orgulho que havia em levar o disco debaixo do braço para a escola, para o emprestar a amigos? Era uma forma de nos fazermos identificar com determinada tribo (as tribos de músicas hão-de dar outro post, um dia destes) e mostrar a todos como tínhamos bom gosto. Sim, porque tínhamos sempre bom gosto (dentro da nossa tribo, claro).
Ainda hoje consigo lembrar-me de onde e quando comprei quase todos os meus discos de vinil e quase sentir ainda hoje o prazer que tinha em ouvi-los vezes sem conta em repeat. Algo que também se perdeu um pouco nos dias de hoje, dada a ampla escolha que temos à disposição. Daí a analogia com o fast food, rapidamente a atenção se dispersa para outros artistas e músicas.
À era do vinil seguiu-se a era do CD mas para mim nunca foi bem a mesma coisa. Isto, vindo de quem acumulou uma colecção de perto de 800 cds. Facilmente me desfiz de (quase) todos os cds, mas ainda não me consigo desfazer dos discos de vinil.

Já se podem comprar novamente discos em vinil, voltaram a ser fabricados e há todo um revivalismo, ao mesmo tempo que o CD está em morte lenta, mas já não é o mesmo, para mim. Já não é uma compra de descoberta mas mais uma compra para colecionador.

O blogue e página facebook "Os Dias do Vinil" que acabo de abrir é a minha forma de partilhar o prazer que me dá descobrir música nova, seja qual for o formato em que a compre, e o enorme prazer de voltar a ouvir música velha como se a esteja a ouvir novamente pela primeira vez.